Publicado por: mazzukadutra em: 30 março, 2010
Tava aqui pensando nos relacionamentos interpessoais e como eles realmente parecem estações de trem. Sei que esse conceito é antigo, mas é verdade.
Cada dia que passa mais e mais pessoas voltam a minha memória, como relacionamentos bons, ruins, bons antes de serem ruins, ruins antes de serem bons, duradouros, fugazes e por ai vai.
Me pego lembrando também de pessoas que gostaria de ter mantido em meu convívio, com quem ainda gostaria de conversar, fazer confidências, chorar no ombro e dar meu ombro pro outro chorar. Pessoas que eu gostaria de não ter afastado, mas não sei em que ponto as perdi.
Ai penso em reatar contato, mandar um recado, mas, como ser humano, demasiadamente humano que sou, a vergonha, o orgulho e o medo não deixam. As vezes essas pessoas estão realmente perto, mesma faculdade, mesmo bairro…com as redes sociais todos estão perto de todos, podems mandar um recado, um depoimento, uma cutucada…mas e se….
Os “e se..” é que não nos deixam fazer nada. O “e se” é companheiro, primo-irmão do medo, mas medo do que?
“Ah sei lá, vai que ela me bloqueia ou que ele não me responde, ai eu fico como?”
Ai você fica com o não que você já tinha… Com a estação de trem vazia no embarque, mas aberta no desembarque, cultivando os relacionamentos que tem hoje, tentando não deixar que o mesmo aconteça com eles, mas só o tempo vai dizer quanto tempo eles vão permanecer na estação.
Eu li uma frase outro dia bem despretenciosa, mas extremamente verdadeira: “Um que some se encaixa perfeitamente com um que sente saudades…”
A saudade não é ruim, é boa, dá nostalgia, um prazer e uma vontade de quero mais.
Aos que passarram pela minha estação, obrigada! Vocês me deixaram muitas saudades!